Do acolhimento à ciência internacional: Instituto RAISES amplia atuação em defesa das Altas Habilidades

O Instituto RAISES – Rede de Apoio, Incentivo e Suporte Educacional e Emocional ao Superdotado nasceu para acolher, orientar e apoiar pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) e suas famílias. Sua atuação a cada dia ganha novas dimensões e passa a conectar educação, formação, ciência, pesquisa, direitos e políticas públicas.

O Instituto entende que identificar uma pessoa com Altas Habilidades é apenas o início de um processo. É necessário garantir condições educacionais adequadas, respeito às especificidades, acesso ao conhecimento, oportunidades de desenvolvimento e efetivação de direitos.

Por isso, o RAISES atua em diferentes frentes: promove oficinas, encontros, rodas de conversa, acolhimentos, atividades de enriquecimento, formações para profissionais e ações de conscientização, além de construir articulações com escolas, universidades, pesquisadores, órgãos públicos e entidades jurídicas.

Famílias no centro, direitos como base

O acolhimento das famílias é uma das principais frentes do Instituto. As experiências vividas no cotidiano escolar ajudam a identificar demandas que precisam deixar de ser tratadas como problemas individuais.

Questões relacionadas à identificação, Atendimento Educacional Especializado, adaptação curricular, Plano Educacional Individualizado, formação de professores e Dupla Excepcionalidade passam a integrar uma agenda mais ampla de orientação, articulação e defesa de direitos.

O RAISES trabalha para que as famílias não precisem enfrentar sozinhas as dificuldades encontradas no percurso educacional.

Formação e educação

A formação de profissionais é outro eixo estratégico. O Instituto atua para aproximar o conhecimento sobre Altas Habilidades/Superdotação da realidade das escolas, contribuindo para que professores e equipes pedagógicas compreendam as características dos estudantes e possam oferecer respostas educacionais adequadas.

Essa atuação também alcançou a educação privada por meio da parceria com a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), ampliando o debate e a formação sobre AH/SD e Dupla Excepcionalidade.

Da escola para a universidade

O RAISES também trabalha para aproximar estudantes da educação básica das universidades e da pesquisa científica.

A Universidade de Brasília (UnB) ocupa papel importante nessa articulação, com iniciativas envolvendo ciência, tecnologia, mentorias acadêmicas, olimpíadas do conhecimento e aproximação entre estudantes e pesquisadores.

O objetivo é ampliar os caminhos educacionais disponíveis para crianças e adolescentes que apresentam interesses e capacidades específicas, permitindo que tenham contato cada vez mais cedo com ambientes de pesquisa e conhecimento.

Jovens pesquisadores e a agenda internacional

Essa atuação ganha expressão na trajetória de Lucas Freitas e Rafael Kessler, jovens pesquisadores acompanhados pelo Instituto.

Lucas desenvolve trabalhos na área de cibersegurança e conquistou medalha de ouro em competição internacional realizada na China. Rafael desenvolve projetos em programação, criou a Língua Hyroasc e criou a Fórmula de Kessler, com reconhecimento no ambiente acadêmico da Universidade de Brasília.

Os dois participaram de audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados sobre políticas públicas para pessoas com Altas Habilidades/Superdotação, ao lado de representantes do MEC, SEEDF, OAB/DF, UnB e FENEP.

Em setembro, os estudantes darão mais um passo nessa trajetória: participarão como Young Catalysts do Global Health Catalyst Summit 2026, em uma agenda internacional relacionada a Harvard e MIT, nos Estados Unidos, onde apresentarão seus trabalhos e terão contato com pesquisadores e instituições de diferentes países.

A presidente do RAISES, Robertha Munique, acompanhará os estudantes nessa agenda e apresentará todo o trabalho do RAISES como palestrante ao lado da Márcia Freitas.

Para o Instituto, a presença de jovens brasileiros em ambientes internacionais de ciência demonstra a importância de criar, desde a educação básica, caminhos de acesso à pesquisa, à universidade e à produção de conhecimento.

Direitos e políticas públicas

A atuação do RAISES também chegou aos espaços de formulação de políticas públicas. Robertha Munique participou de audiência pública da Câmara dos Deputados, da Câmara Legislativa e do Senado Federal dedicada às políticas para pessoas com Altas Habilidades/Superdotação e vem mantendo interlocução com diferentes instituições públicas.

Entre as pautas defendidas estão a identificação adequada, o Atendimento Educacional Especializado, a formação de profissionais, o PEI, o atendimento às pessoas com Dupla Excepcionalidade e a efetivação dos direitos educacionais.

O Instituto também atua em parceria e diálogo com o campo jurídico. A aproximação com a OAB/DF contribuiu para fortalecer a discussão sobre a defesa dos direitos das pessoas com AH/SD ou 2E.

Uma rede que ultrapassa fronteiras

Em agosto, o RAISES realizou na Universidade de Brasília o Dia da Superdotação 2026, reunindo mais de 900 participantes em uma programação que envolveu estudantes, famílias, professores, pesquisadores e profissionais.

O evento sintetizou uma das características da instituição: criar espaços de encontro e articulação entre diferentes setores que precisam participar da construção de uma sociedade mais preparada para compreender as Altas Habilidades.

A atuação também envolve parcerias com a iniciativa privada e instituições de ciência, tecnologia e inovação, ampliando as possibilidades de experiências educacionais e científicas.

Uma atuação em rede

O RAISES vem construindo sua atuação a partir de uma perspectiva ampla:

  • da família para a escola;

  • da escola para a universidade;

  • da universidade para a pesquisa;

  • da sociedade civil para o poder público;

  • e dos direitos previstos em lei para sua efetiva implementação.

Mais do que oferecer atividades pontuais, o Instituto busca construir pontes permanentes:

  • Pontes entre famílias e profissionais.

  • Entre estudantes e pesquisadores.

  • Entre escolas e universidades.

  • Entre sociedade civil e instituições públicas.

  • Entre o Brasil e centros internacionais de conhecimento.

É nessa articulação que o RAISES consolida sua atuação.

Um Instituto que nasceu do acolhimento, ampliou sua atuação para a educação e os direitos e agora também conecta jovens pesquisadores brasileiros à ciência internacional.

De Brasília para o Brasil.

E do Brasil para o mundo.